Avanço dos Houthis, ataque russo contra Kiev, reunião do Brics e incêndio com vítimas na China estão entre os principais destaques mundiais desta quinta-feira
O cenário internacional desta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, é marcado por conflitos militares, ameaças ao comércio marítimo, desastres ambientais e acidentes de grandes proporções.
Entre os principais acontecimentos do dia estão o avanço dos Houthis em direção a uma rota estratégica do comércio mundial, um novo ataque russo contra a capital da Ucrânia e os desafios enfrentados pelo Brics diante da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Avanço dos Houthis ameaça rota do comércio mundial
Os Houthis ampliaram suas operações no Iêmen e avançaram em direção ao estreito de Bab el-Mandeb, uma das passagens marítimas mais importantes do planeta.
O grupo tomou a cidade portuária de Mocha e passou a representar uma ameaça ainda maior para a circulação de navios entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden.
A região é estratégica para o transporte internacional de mercadorias e petróleo. Uma interrupção prolongada pode aumentar o tempo das viagens, elevar o custo dos fretes e provocar novos reajustes nos preços dos combustíveis.
O avanço também aumenta a possibilidade de uma retomada da guerra em grande escala no Iêmen.
Guerra contra o Irã desafia unidade do Brics
A Índia receberá, nos dias 12 e 13 de setembro, uma reunião de líderes do Brics, em Nova Délhi.
A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã deverá ocupar boa parte das discussões. O Irã integra o bloco desde 2024, ao lado de países com diferentes interesses diplomáticos, econômicos e militares no Oriente Médio.
A escalada dos conflitos provocou dificuldades no transporte de petróleo pelo estreito de Ormuz e ajudou a elevar a cotação internacional da commodity para mais de 100 dólares por barril.
O principal desafio dos integrantes do Brics será construir uma posição conjunta sobre a crise e evitar que as divergências prejudiquem a declaração final do encontro.
Ataque russo deixa feridos em Kiev
Forças russas atingiram um posto de combustíveis localizado no sudoeste de Kiev, capital da Ucrânia.
Segundo autoridades locais, quatro pessoas ficaram feridas. O ataque provocou um incêndio, destruiu um veículo e danificou um prédio próximo.
A ofensiva ocorreu após vários dias de ataques russos realizados com drones contra instalações industriais e armazéns ucranianos.
Desde o início da guerra, postos de combustíveis, refinarias e centros de armazenamento tornaram-se alvos estratégicos dos dois lados, com o objetivo de prejudicar o abastecimento e a logística militar.
Países da Otan impedem possível sabotagem submarina
Integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte teriam frustrado uma possível operação russa contra cabos submarinos nas proximidades de Svalbard, território pertencente à Noruega.
Reino Unido, Noruega e Estados Unidos acompanharam e interceptaram embarcações russas que realizavam atividades na região.
Os cabos ameaçados são responsáveis pelo transporte de dados e pela conexão do arquipélago ao território continental norueguês.
Nenhum dano foi registrado. Mesmo assim, o episódio aumentou a preocupação com a segurança das estruturas submarinas utilizadas para comunicação, transmissão de dados e fornecimento de energia.
Incêndio em navio deixa mortos e desaparecidos na China
Um incêndio atingiu um navio cargueiro que passava por manutenção no porto de Qingdao, na China.
Pelo menos 20 pessoas morreram e cinco permaneciam desaparecidas, conforme as informações divulgadas pelas autoridades. Outras cinco pessoas ficaram feridas, mas estavam em condição considerada estável.
O navio, de bandeira liberiana, transportava 42 pessoas quando o fogo começou. Equipes de emergência conseguiram controlar as chamas algumas horas depois.
As autoridades chinesas determinaram a realização de buscas pelos desaparecidos e a abertura de uma investigação para identificar as causas do acidente.
Incêndios provocam fumaça tóxica no Sudeste Asiático
Graves incêndios florestais atingem a ilha de Bornéu, na Indonésia, espalhando fumaça tóxica por diferentes países do Sudeste Asiático.
O Japão enviou aproximadamente 300 integrantes de suas forças de defesa, três helicópteros e um navio para apoiar o combate às chamas. Esta é apontada como a primeira missão internacional japonesa voltada diretamente ao enfrentamento de incêndios florestais.
A fumaça já afeta a qualidade do ar em países vizinhos e provocou a suspensão de aulas. Mais de um milhão de estudantes foram atingidos pelas consequências da poluição.
A estiagem prolongada e os efeitos do fenômeno El Niño contribuíram para o avanço das queimadas.
Islândia prepara proibição da caça comercial às baleias
O governo da Islândia pretende apresentar um projeto para proibir permanentemente a caça comercial às baleias.
A proposta deverá ser formalizada em fevereiro de 2027 e conta com apoio político e popular no país.
Caso seja aprovada, a decisão deixará Noruega e Japão entre as poucas nações que ainda mantêm a caça comercial desses animais.
A atividade é criticada por organizações ambientais e grupos de proteção animal. Algumas das espécies capturadas são classificadas como vulneráveis.
O cenário mundial permanece em constante atualização. A TV Criar continuará acompanhando os principais acontecimentos internacionais e seus impactos sobre a economia e a população brasileira.
Autor: Sérgio Hicardo
TV Criar Brasília – Entretenimento e Notícias


