A morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, em São Paulo, ganhou novos rumos após uma decisão inesperada tomada por um socorrista do Corpo de Bombeiros. Uma fotografia registrada no local do ocorrido passou a ser considerada peça importante na investigação conduzida pela Polícia Civil.
Desconfiança logo ao chegar ao local
De acordo com informações da investigação, o primeiro socorrista a entrar no apartamento onde a policial estava ferida percebeu que a cena não parecia compatível com um caso de suicídio. Antes de iniciar o atendimento emergencial, ele pediu que a equipe aguardasse por alguns instantes e decidiu registrar a situação com fotos feitas pelo celular.
O bombeiro, com cerca de 15 anos de experiência em ocorrências graves, afirmou que a posição da vítima e as circunstâncias encontradas no imóvel despertaram desconfiança imediata. As imagens captadas por ele preservaram detalhes importantes da cena.
Caso deixou de ser tratado como suicídio
Inicialmente, a morte de Gisele havia sido registrada como suicídio. A versão foi apresentada pelo marido da policial, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, que afirmou que a esposa teria disparado contra a própria cabeça.
No entanto, após análise de elementos coletados no local — incluindo as fotografias feitas pelo socorrista — as autoridades passaram a considerar a hipótese de morte suspeita, ampliando o escopo das investigações.
Novas diligências na investigação
Com a mudança de rumo do inquérito, a Justiça autorizou medidas adicionais para esclarecer o que ocorreu dentro do apartamento onde o casal vivia, na região do Brás, no centro da capital paulista. Entre as ações solicitadas pelos investigadores está a exumação do corpo da policial, com o objetivo de obter novas evidências periciais.
Familiares da vítima também relataram à polícia que o relacionamento do casal era conturbado e marcado por conflitos, o que reforçou a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre as circunstâncias da morte.
Investigação continua
A Polícia Civil segue reunindo depoimentos, analisando mensagens e realizando perícias para determinar se a morte foi de fato um suicídio ou se há indícios de crime. A fotografia feita pelo socorrista tornou-se um dos elementos-chave para reconstruir a cena e entender o que realmente aconteceu.
Autor: Sérgio Hicardo


