Brasília, TV Criar – No início de 2022, cientistas registraram uma intensa tempestade solar que lançou fluxos de partículas carregadas em direção à Terra. Essas partículas, conhecidas como plasma solar, atingiram o campo magnético do planeta, causando uma série de fenômenos na atmosfera terrestre.
A tempestade teve origem em erupções solares ocorridas na superfície do Sol, conhecidas como erupções de massa coronal (CME, na sigla em inglês). Quando essas partículas chegam ao nosso planeta, interagem com o campo magnético e podem gerar efeitos que vão desde auroras impressionantes até interferências em satélites e sistemas de comunicação.
Especialistas explicam que, apesar do impacto visual e tecnológico, o fenômeno não oferece riscos diretos à saúde humana em solo, graças à proteção natural do campo magnético. No entanto, a tempestade serve como alerta sobre a importância da monitorização constante do Sol, sobretudo para as tecnologias que dependem de satélites, como GPS e telecomunicações.
Durante o evento de 2022, observadores em latitudes altas relataram auroras de cores intensas e movimentos dinâmicos, visíveis em regiões normalmente pouco associadas a esses fenômenos. Para os cientistas, esse episódio reforça o estudo das tempestades solares e seus efeitos no clima espacial da Terra.
O monitoramento solar é fundamental para prever futuras tempestades e proteger infraestruturas críticas, evitando interrupções em redes de energia, satélites e sistemas de comunicação. O fenômeno também oferece uma oportunidade única para pesquisadores observarem a interação entre partículas solares e o campo magnético terrestre.
Autor: Sérgio Hicardo – TV Criar Brasília


