TV Criar | Reportagem Especial
Por Sérgio Hicardo
O Distrito Federal enfrenta uma triste realidade que vem se agravando com o passar dos anos: o aumento das prisões por violência doméstica. Dados recentes da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) revelam que só nos primeiros quatro meses de 2025, mais de 2.300 ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha resultaram em prisões em flagrante.
A maior parte dos casos envolve agressões físicas, ameaças e descumprimento de medidas protetivas. Segundo a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), as denúncias cresceram com o fortalecimento de canais de apoio e o aumento da confiança das vítimas em procurar ajuda.
“Estamos vendo um crescimento no número de denúncias, mas também na efetividade das ações policiais. Isso é reflexo de uma sociedade que está aprendendo a não tolerar mais esse tipo de violência”, afirma a delegada-chefe da DEAM, Carla Ribeiro.
Perfil das vítimas e agressores
As vítimas são majoritariamente mulheres entre 20 e 45 anos. Muitas vivem em situação de dependência financeira ou emocional com o agressor. Já os autores, na maioria dos casos, são companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Em muitos casos, os filhos presenciam a violência, o que gera impactos emocionais profundos nas famílias.
Ações e iniciativas
Em resposta a esse cenário, o Governo do Distrito Federal reforçou as ações preventivas, como a Patrulha Maria da Penha — que realiza visitas às mulheres com medidas protetivas — e campanhas de conscientização em escolas e espaços públicos.
Além disso, a Defensoria Pública do DF tem promovido mutirões de atendimento jurídico para orientar mulheres em situação de violência, enquanto centros de acolhimento oferecem abrigo temporário para vítimas que precisam sair de casa.
Como denunciar
Se você ou alguém que conhece está sofrendo violência doméstica, denuncie. O canal Disque 180 funciona 24 horas, gratuitamente, e garante sigilo total. Em casos de emergência, o número 190 da Polícia Militar também pode ser acionado.
Um chamado à sociedade
A violência doméstica não é apenas um problema privado, mas uma questão pública e social. O silêncio protege o agressor. Quebrar esse ciclo é um dever de todos nós.
“Quando uma mulher denuncia, ela salva não apenas a própria vida, mas também a de muitas outras.”
– Sérgio Hicardo


