Por Sérgio Hicardo | TV Criar – 30 de abril de 2025
Em uma das maiores ofensivas policiais dos últimos anos, forças de segurança de diversos estados deflagraram, nesta terça-feira (30), uma megaoperação nacional contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do Brasil. A ação foi coordenada pelo Ministério da Justiça e contou com apoio da Polícia Federal, Polícias Civis e Militares, além do Ministério Público.
A operação, batizada de “Operação Muralha”, cumpriu mais de 300 mandados de prisão e de busca e apreensão em pelo menos 12 estados, incluindo São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia e Rio de Janeiro. O objetivo é desarticular núcleos responsáveis por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, homicídios e comunicação entre lideranças presas e criminosos em liberdade.
Segundo o ministro da Justiça, ações simultâneas ocorreram em áreas estratégicas, como fronteiras e presídios de segurança máxima. “Estamos atacando a estrutura da facção onde ela mais se fortaleceu: no controle territorial, no tráfico internacional e nas finanças criminosas”, afirmou em coletiva.
Alvos e Prisões
Entre os alvos estão chefes regionais da facção, operadores financeiros e integrantes do chamado “sintonia final” — responsáveis por repassar ordens das lideranças presas. Um dos presos em São Paulo é investigado por movimentar mais de R$ 50 milhões em contas de laranjas.
Também foram apreendidos veículos de luxo, armas de grosso calibre, celulares com softwares criptografados e documentos que podem revelar o esquema de lavagem de dinheiro internacional.
Articulação Nacional
A operação contou com mais de 1.200 agentes mobilizados, resultado de meses de investigações integradas, que envolveram escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, interceptação de mensagens e monitoramento de rotas utilizadas pelo tráfico.
Além das prisões, propriedades e contas bancárias ligadas aos suspeitos foram bloqueadas pela Justiça Federal.
Prisões e Reações
Governadores dos estados envolvidos comemoraram o sucesso da operação. Em nota, o governo de São Paulo declarou que “a ação representa um avanço no combate ao crime organizado” e prometeu continuar investindo na inteligência policial.
Organizações de direitos humanos, por outro lado, pedem que as prisões respeitem o devido processo legal e os direitos dos detidos.
Acompanhe na TV Criar: cobertura completa em vídeo, entrevistas exclusivas com especialistas em segurança pública e análises sobre o impacto da operação no combate ao crime organizado.


