Goiânia – Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) afirmou que “faz política conciliando e construindo a paz”. A declaração, na manhã desta quarta-feira (16/4), ocorre em meio à decisão da cúpula estadual do Partido Liberal (PL) de Goiás em não recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa do prefeito Sandro Mabel (UB) e pela inegibilidade do chefe do Executivo goiano. A legenda havia movido ação por abuso de poder político nas eleições de 2024, julgada improcedente pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) no dia 8 de abril.
Nesta semana, Caiado se reuniu com o ex-deputado estadual Fred Rodrigues (PL) para tratar do assunto. Atualmente, o PL tem como pauta principal a anistia do 8 de janeiro, já apoiada pelo governador e este fator teria favorecido o acordo. O diálogo prevê apoio do chefe do Executivo ao projeto de anistia aos manifestantes em troca do arquivamento da ação eleitoral movida pelo PL questionando evento ocorrido no Palácio das Esmeraldas durante a campanha eleitoral de 2024.
A reportagem do jornal A Redação tentou contato com o ex-deputado estadual Fred Rodrigues, no entanto não obteve retorno. O espaço está aberto.
A política goiana mostra mais uma vez como os acordos de bastidor moldam o jogo institucional. O gesto de Caiado, ao endossar a pauta da anistia de 8 de janeiro em troca do arquivamento da ação contra Mabel, evidencia uma estratégia de pacificação e fortalecimento de alianças rumo às eleições de 2024 — e talvez além. Mais que uma vitória jurídica, o movimento pode ser visto como um sinal de maturidade política ou de conveniência mútua, dependendo da lente com que se olha.


