Autor: Sérgio Hicardo – TV Criar, Brasília
O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, voltou a escalar sua guerra ao narcotráfico com uma ameaça clara: a próxima fase da ofensiva dos EUA contra redes de drogas venezuelanas passará a agir “por terra”.
🚨 O que Trump anunciou
- Em declaração recente, Trump disse que os EUA iniciarão “muito em breve” operações terrestres contra cartéis da Venezuela, justificando que as rotas marítimas de tráfico foram significativamente afetadas. “Por terra é mais fácil, e isso vai começar muito em breve”, afirmou. Gazeta do Povo+2Jovem Pan+2
- Segundo a administração americana, o foco recai sobre redes acusadas de narcotráfico e narcoterrorismo, entre elas o suposto Cartel dos Soles — grupo que Washington designou como “organização terrorista estrangeira”. euronews+2euronews+2
- O anúncio marca uma ampliação da estratégia que já vinha em curso no mar: desde setembro de 2025, os EUA realizaram ataques a embarcações atribuídas a traficantes venezuelanos. Só nesses ataques marítimos, segundo Washington, cerca de 20 navios foram destruídos. Agência Brasil+2euronews+2
🌊 Do mar para a terra: nova etapa da pressão
Analistas interpretam que a opção por operações terrestres revela a intenção de intensificar a pressão sobre o suposto tráfico vindo de território venezuelano — um endurecimento da postura dos EUA em relação a Caracas. Al Jazeera+2Vatican News+2
O governo venezuelano reagiu com alerta. Nicolás Maduro convocou a Força Aérea e fez exercícios militares, reforçando o discurso de soberania e dizendo que Venezuela está pronta para defender seu território. Agência Brasil+1
⚠️ Impactos regionais e internacional
- A escalada tende a gerar forte reação diplomática na América Latina, especialmente de países que veem com ressalvas uma intervenção militar em solo venezuelano. Alguns governos já alertam para o risco de caos humanitário e aumento da instabilidade.
- A designação de cartéis como “terroristas” e a ação militar direta podem complicar o tecido diplomático e comercial entre EUA e países da região, além de provocar uma crise de refugiados caso a operação avance.
- Para os EUA, trata-se de uma demonstração de força contra as rotas de tráfico que alimentam mercados de drogas — sobretudo a demanda por substâncias nos norte-americanos. Para a Venezuela (e muitos países da AL), pode representar uma nova ofensiva de ingerência externa.
🧭 O que observar a partir de agora
- Se e quando ocorrerão as operações terrestres anunciadas — o governo Trump não detalhou datas nem alvos específicos.
- A reação diplomática de outros países da América Latina e de organismos internacionais sobre uma possível intervenção militar na Venezuela.
- As consequências humanitárias e geopolíticas de uma escalada militar — especialmente para a Venezuela e países vizinhos.
- A repercussão na Segurança regional: além do combate ao narcotráfico, há temores de que a ação se transforme em um ataque ao governo venezuelano.


