Um relatório recente de agências internacionais de segurança cibernética revelou que hackers ligados ao governo da Coreia do Norte conseguiram roubar mais de US$ 2 bilhões em criptomoedas ao longo dos últimos anos. A investigação indica que os ataques foram conduzidos por grupos altamente organizados e patrocinados pelo Estado, com o objetivo de financiar o programa nuclear do país e contornar sanções econômicas impostas pela comunidade internacional.
Os ataques, segundo o documento, foram direcionados principalmente a corretoras de criptomoedas, plataformas de DeFi (finanças descentralizadas) e carteiras digitais de investidores individuais. As ações desses grupos envolvem o uso de malwares sofisticados, engenharia social e técnicas de phishing para obter acesso a sistemas de segurança e transferir ativos de forma indetectável.
Entre os grupos mais conhecidos estão o Lazarus Group e o APT38, ambos já identificados por órgãos como o FBI e a Interpol em diversas operações internacionais. Somente em 2023, estima-se que esses hackers tenham conseguido movimentar mais de US$ 700 milhões em moedas digitais.
Além do impacto financeiro global, o relatório alerta que esses ataques representam uma ameaça direta à estabilidade do mercado de criptomoedas, já que o dinheiro roubado é frequentemente lavado por meio de plataformas descentralizadas e convertido em ativos físicos ou moedas fiduciárias de difícil rastreio.
Especialistas destacam que, apesar dos avanços na segurança digital, o setor de criptomoedas ainda é considerado vulnerável. “Esses ataques mostram que o sistema descentralizado, embora inovador, precisa de mais regulamentação e protocolos de segurança globais”, afirma um analista da Chainalysis, empresa especializada em rastreamento de blockchain.
Enquanto isso, países como os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul intensificam seus esforços para rastrear e bloquear ativos digitais ligados a grupos norte-coreanos, em uma corrida contra o tempo para conter a expansão das atividades cibernéticas ilegais.
✍️ Autor: Sérgio Hicardo – TV Criar Brasília


