Brasília, 20 de agosto de 2025 – Aos 38 anos, Ingrid Michelli Siqueira Pinheiro (também citada como Ingrid Michelli Ciqueira Pinheiro Barbosa) foi brutalmente assassinada e enterrada em uma área de mata conhecida como Areal, no Distrito Federal, após uma denúncia anônima. O corpo foi localizado na manhã de quinta-feira, 14 de agosto, por cães farejadores do Corpo de Bombeiros, após uma força-tarefa que também contou com a Polícia Civil
Um passado interrompido
Natural de São Paulo, Ingrid vivia em situação de rua e frequentava o Centro POP de Ceilândia. Ela havia fugido de uma clínica clandestina para dependentes químicos, mantida em Brasília, da qual sua família pagava mensalidade de cerca de R$ 1,5 mil para internação. Indiane Eglyn Pinheiro Almeida, irmã da vítima, relatou que procurou Ingrid diversas vezes por Brasília, fazendo mobilizações para encontrá-la.
A descoberta macabra
O cenário do crime foi descrito como um verdadeiro ritual de crueldade. O corpo de Ingrid foi encontrado em estado avançado de decomposição, sem olhos, decapitado, com os braços e pernas serrados — os membros foram decepados na altura dos cotovelos e joelhos, e enterrados em uma cova rasa. A vítima estava amarrada e nua. Segundo a perícia, o esquartejamento pode ter sido realizado com facão, cutelo, machado ou instrumento similar. Próximo ao local, havia uma bolsa pendurada em uma árvore com vestígios de sangue humano.
O sítio do crime, chamado “Curral”, fica em área de mata de difícil acesso, ainda frequentada por usuários de drogas e traficantes, o que complica as investigações.
A vida que foi interrompida
Apesar das circunstâncias em que se encontrava, Ingrid tinha um passado e sonhos. Segundo sua irmã, ela estava cursando enfermagem e era mãe de três filhos: um que estuda Direito e ingressou no Exército, uma filha prestes a completar 18 anos e um menino de 5 anos, autista. Indiane lamentou as injustiças sofridas pela irmã:
“Ela não fazia mal a ninguém, só a ela mesma. Entrou nesse mundo por uma infelicidade, por amizades. Mas não era ladra, não era uma ‘noiada’, como estão falando. Isso dói muito na gente.”
A investigação continua
A investigação, conduzida pela 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), segue em curso. A perícia preliminar aponta que Ingrid pode ter morrido entre os dias 4 e 9 de agosto, mas o laudo cadavérico definitivo ainda é aguardado. O corpo foi identificado oficialmente como sendo de Ingrid Michelli Siqueira, conforme confirmou a Polícia Civil.
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Autor: Sérgio Hicardo – TV Criar Brasília


