Por Sérgio Hicardo – TV Criar
Na noite da última quarta-feira (11), passageiros do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, viveram momentos de tensão e incerteza. O motivo? A presença de drones não autorizados sobrevoando a área de aproximação de aeronaves, o que forçou a interrupção total dos pousos e decolagens por quase duas horas.
🛑 Como tudo começou
Tudo teve início por volta das 21h30, quando o piloto do voo GOL 2127 reportou à torre de controle a presença de um drone próximo à cabeceira da pista. Imediatamente, por questões de segurança, as operações do aeroporto foram suspensas.
Pouco tempo depois, o helicóptero Águia da Polícia Militar foi acionado para fazer varreduras aéreas. No entanto, nenhum operador ou equipamento foi localizado.
✈️ Impacto direto nos voos
A paralisação provocou um verdadeiro efeito cascata:
- Mais de 30 voos foram desviados para aeroportos como Viracopos (Campinas), Galeão (Rio), Confins (Belo Horizonte) e até Curitiba.
- Pelo menos 6 voos foram cancelados.
- Centenas de passageiros enfrentaram atrasos, escalas perdidas e longas esperas.
Por volta das 23h15, as operações começaram a ser retomadas, mas outro drone foi avistado, provocando nova interrupção por alguns minutos.
⚠️ Um risco real à aviação
A presença de drones em áreas próximas a aeroportos representa uma ameaça direta à segurança de voos. Em situações extremas, uma colisão com uma aeronave pode causar acidentes graves. No Brasil, voar drones a menos de 5 km de aeroportos é proibido por lei, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
“É fundamental que os operadores de drones tenham consciência das regras e dos riscos. Essa não é uma brincadeira inofensiva, e vidas podem ser colocadas em perigo”, afirma um especialista da GRU Airport.
🔍 O que está sendo feito
As autoridades aeroportuárias, em parceria com a Polícia Militar e a ANAC, prometem intensificar as fiscalizações e estudar novas tecnologias de detecção e neutralização de drones. Além disso, campanhas educativas devem ser ampliadas, principalmente junto às comunidades do entorno do aeroporto.
📌 Um problema global
Incidentes como esse não são exclusivos do Brasil. Aeroportos em Londres, Nova York e Frankfurt já enfrentaram situações semelhantes. Em comum, está a necessidade urgente de regulamentar, fiscalizar e educar o uso desses equipamentos cada vez mais populares.
A TV Criar segue acompanhando o caso e trará atualizações assim que houver novidades.
✍️ Reportagem de Sérgio Hicardo – TV Criar
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