TV Criar | Direitos Humanos
Comunidades denunciam abusos durante operação em território indígena; entidades pedem investigação rigorosa e respeito aos direitos dos povos originários.
Por Sérgio Hicardo | Publicado em 30 de abril de 2025
O caso
Uma operação policial realizada no último fim de semana em território indígena no norte do país terminou com denúncias graves de violência por parte das forças de segurança. De acordo com relatos de lideranças indígenas, agentes teriam invadido aldeias sem mandado judicial, agido com truculência e agredido moradores, incluindo mulheres e crianças.
A comunidade afetada pertence ao povo [inserir etnia, se conhecida], que vive na região há gerações. “Eles chegaram armados, sem diálogo, quebrando casas e ameaçando nossas famílias”, declarou uma das lideranças, que preferiu não se identificar por medo de represálias.
Repercussão
A denúncia gerou indignação nas redes sociais e mobilizou entidades de defesa dos direitos humanos, como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), que exigem uma apuração imediata dos fatos.
Organizações internacionais também manifestaram preocupação, pedindo que o governo brasileiro garanta a proteção dos povos originários e puna eventuais excessos cometidos por agentes do Estado.
Governo se pronuncia
Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública do estado confirmou a operação, mas negou abusos. Segundo o comunicado, a ação teria como objetivo o combate a crimes ambientais e ao tráfico de drogas, mas as autoridades afirmam que “tudo foi feito dentro da legalidade”.
Já o Ministério dos Povos Indígenas informou que está acompanhando o caso e enviará uma comitiva para ouvir os moradores e elaborar um relatório.
Indígenas exigem justiça
Para os indígenas, as justificativas do governo não explicam o uso desproporcional da força. “Não somos criminosos. Queremos apenas viver em paz em nossa terra”, afirmou outro morador da aldeia.
A mobilização deve continuar nos próximos dias, com atos em capitais brasileiras e campanhas virtuais com a hashtag #ViolênciaNãoÉJustiça.


