Close Menu
TV Criar – Notícias e Entretenimento 24hsTV Criar – Notícias e Entretenimento 24hs
    O que há de novo

    Distrito Federal terá mutirão para mudança de nome de pessoas trans

    outubro 8, 2026

    Brasil: 30 milhões de crianças estão expostas aos riscos climáticos

    outubro 8, 2026

    PCCE indicia namorado de Isabelle Caracristi por violência psicológica

    outubro 7, 2026

    Assine atualizações

    Receba as últimas notícias criativas do FooBar sobre arte, design e negócios.

    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook Instagram WhatsApp
    TV Criar – Notícias e Entretenimento 24hsTV Criar – Notícias e Entretenimento 24hs
    Se inscrever
    • Home
    • AO VIVO
    • Distrito Federal

      DF elege 24 deputados distritais; Max Maciel lidera votação

      outubro 5, 2026

      DF elege oito deputados federais; Fábio Felix lidera votação

      outubro 5, 2026

      Brasil vai às urnas neste domingo para escolher presidente, governadores e representantes no Congresso

      outubro 3, 2026

      DF se prepara para as urnas: veja o que conferir antes de votar neste domingo

      outubro 3, 2026

      Principais notícias do Distrito Federal nesta segunda-feira (24)

      agosto 24, 2026
    • Mundo

      Cientistas identificam placa tectônica se rompendo sob o Oceano Pacífico

      setembro 14, 2026

      13 de novembro de 2026: entenda a projeção matemática que voltou a repercutir nas redes sociais

      setembro 14, 2026

      Terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão e mobiliza autoridades

      julho 28, 2026

      Três pessoas são resgatadas com vida após 28 dias sob escombros e emocionam equipes de socorro

      julho 23, 2026

      Por que os terremotos da Venezuela não puderam ser previstos? Entenda o que diz a ciência

      julho 3, 2026
    • Notícias Olhos D’Água

      Dia de celebrar na comunidade Olhos D’Água! 🤩

      outubro 21, 2025

      Comunidade Olhos d’Água recebe atenção especial após reclamações sobre instabilidade no fornecimento de energia ⚡

      outubro 21, 2025

      Comunidade Olhos D’Água celebra conclusão de 4 km de asfalto em grande conquista coletiva

      outubro 7, 2025

      🚧 Novo asfalto traz mais segurança e qualidade de vida ao Olhos d’Água

      setembro 26, 2025

      Deputado Eduardo Pedrosa visita comunidade e acompanha obras de pavimentação

      setembro 23, 2025
    • Parceiros da TV Criar

      🏡 Dechome Interiores: transforme sua casa com elegância e personalidade

      julho 9, 2026

      STUDIO DIAMANTE PAIVA: Lapidando belezas únicas de forma exclusiva!

      outubro 13, 2025

      📺 Seja parceiro da Web TV Criar

      maio 7, 2025

      Banda BR080 é a nova parceira da TV Criar Entretenimento

      maio 7, 2025

      Divino Silva Parceiro da TV Criar

      janeiro 6, 2024
    • Contact
    TV Criar – Notícias e Entretenimento 24hsTV Criar – Notícias e Entretenimento 24hs
    You are at:Início » Mãe de Kathlen Romeu cobra apoio da sociedade no Tribunal do Júri
    Direitos Humanos

    Mãe de Kathlen Romeu cobra apoio da sociedade no Tribunal do Júri

    Tv CriarBy Tv Criaroutubro 2, 2026Nenhum comentário11 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email WhatsApp
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email WhatsApp


    Logo Agência Brasil

    Há seis anos, a comerciária Jacklline de Oliveira, de 45 anos, e o professor de educação física Luciano Gonçalves, de 49, comemoraram o aniversário da única filha pela última vez. A lembrança da festa de 24 anos de Kathlen Romeu, no terraço da avó, no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, reacende na memória da mãe a alegria, a juventude e o carisma de Kathlen, que completaria 30 anos no próximo sábado (3):

    “Kathlen era uma filha intensa e amorosa”, recordou Jacklline. “Sempre foi muito sonhadora, tinha vontade de ser modelo, ficar famosa, ganhar o dinheirinho dela”. 

    Notícias relacionadas:

    • Passageiro de ônibus morre baleado durante ação policial no Rio.
    • MPRJ denuncia policial militar pela morte da menina Eloah no Rio .
    • Justiça marca julgamento de PMs envolvidos na morte de modelo no Rio.

    A jovem que começou a customizar e a vender peças de roupas com 15 anos tinha conseguido financiar, na planta, o primeiro apartamento e esperava o primeiro filho. Jacklline e Luciano, porém, nunca conheceram o neto, e Kathlen não chegou a ver sua primeira casa. Grávida de quatro meses, ela foi baleada quando foi visitar a avó, na mesma casa em que celebrou seu aniversário meses antes. Ela e o bebê não sobreviveram.

    “A gente estava no melhor momento das nossas vidas, e eu fui do céu ao inferno com 40 anos”, conta a mãe. “O Estado mata a gente diariamente há cinco anos e três meses e alguns dias. Não tem um dia que eu não me sinta ganhando um tiro de fuzil”.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 23/09/2026 - Jacklline de Oliveira, mãe de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021, fala sobre o julgamento dos agentes públicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 23/09/2026 - Jacklline de Oliveira, mãe de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021, fala sobre o julgamento dos agentes públicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Jacklline de Oliveira, mãe de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    Kathlen e a avó, Sayonara de Oliveira, caminhavam em uma rua movimentada quando foram surpreendidas por tiros. Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, policiais militares dispararam em direção ao local onde elas estavam. Os agentes alegaram mirar em bandidos, versão que nunca foi comprovada.

    Luta por justiça

    A partir do ocorrido, familiares e amigos se mobilizaram para que o crime não ficasse sem respostas. Passados cinco anos do assassinato da jovem e de seu bebê, os PMs Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano serão julgados pelo crime no próximo dia 26 de novembro, às 10h, no Tribunal do Júri. A Agência Brasil tentou contato com a defesa dos militares, mas não teve resposta até o fechamento dessa reportagem.

    Os agentes chegaram a ser absolvidos da acusação de fraude processual na Justiça Militar, mas a promotoria recorreu e eles foram condenados pela 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os agentes respondem pelo crime em liberdade e, segundo a corporação, estão afastados de suas funções. 

    Jacklline e Luciano receberam a reportagem da Agência Brasil na casa onde moram, para falar sobre o julgamento. À espera de uma resposta da Justiça, os dois também cobram uma posição firme da sociedade civil contra a letalidade policial e em defesa de uma política de segurança que preserve vidas.

    “Eu entrarei naquele tribunal com a esperança de que a sociedade civil, aquela que chorou comigo, que teve solidariedade, que se indignou em 8 de junho de 2021, seja a mesma aqui, no dia 26 de novembro de 2026, que continue com a gente”, frisou a mãe de Kathlen. 

    “Se esses policiais não forem punidos, não forem condenados, a sociedade civil também estará matando Kathlen Romeu e o seu bebê”, afirmou ela, que mantém uma foto do ensaio de grávida da filha em um grande pôster na sala de casa, ao lado de pequenas esculturas de bebês decorativos.

    Jacklline faz terapia para processar a dor, e Luciano decidiu cursar a faculdade de psicologia. Está no terceiro ano.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 23/09/2026 - Luciano Gonçalves e Jacklline de Oliveira, pais de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021, falam sobre o julgamento dos agentes públicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 23/09/2026 - Luciano Gonçalves e Jacklline de Oliveira, pais de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021, falam sobre o julgamento dos agentes públicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Luciano Gonçalves e Jacklline de Oliveira, pais de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    Impunidade

    No Rio de Janeiro, dados da Rede de Observatórios da Segurança do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) mostram que uma parcela pequena de mortes cometidas por policiais se transforma em denúncias na Justiça. E, mesmo entre os que são denunciados, uma fração mínima resulta em condenações, segundo o estudo, publicado em 2021.

    Contrariando as estatísticas, os policiais indiciados no caso foram denunciados à Justiça Criminal após uma longa caminhada. A família afirma que chegou a acionar a corregedoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro contra o promotor responsável pela investigação na época. Eles denunciaram que o promotor sugeriu que poderia arquivar o processo e recomendou que a família buscasse “justiça divina”, em 2022. 

    A Corregedoria-Geral do MPRJ informou à Agência Brasil que abriu um procedimento administrativo disciplinar (PAD) para investigar a denúncia, mas o processo acabou arquivado por falta de provas contra o promotor.

    A família chegou a fazer manifestações na porta do órgão, responsável por fiscalizar a atividade policial. No mesmo ano, o promotor denunciou os policiais à Justiça.

    “A nossa luta é pela memória, reparação e justiça, mas em prol de uma juventude negra, pobre, preta, periférica viva, e do máximo rigor da lei”, afirmou Jacklline. “A minha filha eu já perdi. A luta que fazemos é pelos filhos de outras, para que as vidas deles não sejam ceifadas pelo Estado. Não queremos outros pais com a dor que temos hoje”, completou.

    Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a polícia fluminense matou 798 pessoas em 2025. Isso representa quase duas em cada dez mortes violentas intencionais ocorridas no estado do Rio de Janeiro naquele ano (3.890).

    O FBSP destaca que, especificamente no ano de 2025, em apenas uma ação policial, a Operação Contenção, a polícia matou 117 pessoas, ou seja, 15% do total das mortes daquele ano.

    Segundo o levantamento, o estado do Rio de Janeiro foi o sexto com maior índice de letalidade em decorrência de ação policial no país, ficando atrás de Amapá, Bahia, Sergipe, Pará e Goiás. 

    Os dados da pesquisa mostram que, no Brasil, quem mais morre por intervenção policial são homens jovens, de 15 a 24 anos, de cor negra.

    À Agência Brasil, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro não comentou as falhas no controle da letalidade policial e a razão do baixo número de denúncias contra agentes.

    Já o governo do Rio de Janeiro informou que adota um conjunto permanente de medidas voltadas à redução da violência letal e ao aprimoramento da atuação policial, citando cursos, treinamentos e atualizações. 

    As medidas, no entanto, foram consideradas insuficientes pelo Ministério Público Federal. O órgão quer um plano com metas e prazos.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 23/09/2026 - Luciano Gonçalves e Jacklline de Oliveira, pais de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021, falam sobre o julgamento dos agentes públicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 23/09/2026 - Luciano Gonçalves e Jacklline de Oliveira, pais de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021, falam sobre o julgamento dos agentes públicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
     Luciano Gonçalves e Jacklline de Oliveira, pais de Kathlen Romeu, no apartamento que a jovem financiou mas não chegou a conhecer. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    Confira os principais trechos da entrevista

    Agência Brasil: Qual é a expectativa para o júri popular?

    Jacklline: Precisamos acreditar que a cidade, a sociedade civil, não vai compactuar com essa barbárie. Se esses policiais não forem punidos, não forem condenados, a sociedade civil também está ajudando a matar Kathlen e o seu bebê.

    Então, eu vou entrar neste tribunal com a esperança de que a sociedade civil, aquela que chorou comigo, que teve solidariedade, que se indignou em 8 de junho de 2021, eu espero que seja a mesma em 26 de novembro de 2026, que continue com a gente. 

    A luta não é só da família. Eu não faço uma luta só pela minha filha, porque a minha filha não volta. A luta que eu faço é pelos filhos de muitas, para que não tenham a vida ceifada pelo Estado. Não quero que outras mães, outros pais, vivam a dor que a gente está vivendo.

    Eu não quero like, eu não quero ser artista, eu não sou artista da dor. Quem queria mídia era a minha filha, que queria ser famosa. Mas ela é lembrada sempre com muito amor pelas pessoas, e isso aquece muito o meu coração.

    Se minha filha fosse um menino, eu ainda teria que estar brigando pela honra dela, que é o que outras mães [de vítimas] fazem, como é o caso da Ana Paula [Oliveira, mãe do Jonatha, assassinado pela polícia, em 2014, em Manguinhos]. Ela precisava provar que o filho não era traficante.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. Murais de grafite prestam homenagem no local onde ela foi atingida na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. Murais de grafite prestam homenagem no local onde ela foi atingida na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Murais de grafite prestam homenagem no local onde ela foi atingida na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Agência Brasil: Como avalia o fato de a espera pelo julgamento ter levado mais de cinco anos?

    Jacklline: Tenho medo de perder a minha mãe, tenho medo de ela não ver a Justiça. 

    Às vezes, tenho vontade de morrer. Aí, eu falo comigo mesma: ‘Não posso morrer, tenho uma coisa para resolver aqui, só posso morrer no dia que essa Justiça para a minha filha acontecer’.

    Eu tenho esperança. Porque, mesmo passado esse tempo todo, as pessoas estão ao meu lado, ao lado da Kathlen. Minha filha não voltará. Mas a memória dela tem que ser respeitada, a história dela tem que ser contada, não pode ser apagada.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. A avó Sayonara de Fátima Queiroz de Oliveira relembra momentos na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. A avó Sayonara de Fátima Queiroz de Oliveira relembra momentos na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
     A avó Sayonara de Fátima Queiroz de Oliveira relembra momentos na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Agência Brasil: A família denunciou publicamente um promotor que sugeriu que poderia arquivar o caso. O processo teria avançado sem pressão?

    Luciano: [O MP] Só denunciou por pressão. 

    Jacklline: Teve um processo na Corregedoria, não sei bem, falaram que ele foi infeliz nas declarações, de sugerir que a família buscasse ‘Justiça divina’ e ameaçar arquivar o caso. 

    Luciano: O último recurso deles [policiais] foi dizer que dois PMs atiraram na mesma distância. Essa foi a estratégia de defesa porque conheciam o histórico do promotor de não denunciar se houvesse alguma dúvida sobre a autoria.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. Murais de grafite prestam homenagem na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. Murais de grafite prestam homenagem na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
     Murais de grafite prestam homenagem na comunidade onde ela foi atingida. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Agência Brasil: O que vocês acreditam ser necessário para enfrentar a letalidade e a corrupção policial?

    Luciano: É o que está sendo feito agora, após a ADPF 635 [ADPF das Favelas]: investigar realmente onde gira o capital, o dinheiro, quem financia e quem lucra. Estamos vendo que, por mais desesperança que a gente tenha, esse é o caminho.

    Agência Brasil: O que vocês esperam de mudança na sociedade a partir desse caso?

    Jacklline: Acabar com essa falácia de que ‘bandido bom é bandido morto’. Quantas pessoas morrem sem ter nada a ver? Então, tem que acabar com essa necropolítica em que a vida é medida por cor, por CEP. 

    A gente fala muito que vive em uma senzala contemporânea, que trocaram o chicote por um tiro de fuzil. 

    Tem que ter uma equidade, direitos iguais. O Estado tem que entrar com recursos, educação, cultura, lazer e acabar com essa narrativa de que quem vive em favela é envolvido ou participa [do crime]. Então, a mensagem é: deixem a gente viver. Parem de nos matar. Somos vidas e somos vidas que existem para além de páginas policiais. 

    Agência Brasil: Como veem a atuação das polícias nas comunidades?

    Luciano: Esse é um problema estrutural [a violência policial]. A polícia desumaniza o periférico. Isso tem que mudar.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. O pai, Luciano Gonçalves, no local onde foi atingida na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. O pai, Luciano Gonçalves, no local onde foi atingida na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    O pai, Luciano Gonçalves, no local onde Katthlen foi atingida na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Jacklline: Para quem a gente liga quando é a polícia que mata? A pergunta é essa.  

    Agência Brasil: O que vocês esperam da Justiça?

    Jacklline: O que é a Justiça quando a gente perde um filho? E, aí, a gente fica vendo essa fofoca toda do STF [Supremo Tribunal Federal] e fica preocupada, porque é ali que a nossa vida é decidida. A Mônica [Mendes], mãe do Herus [jovem morto pela PM em junho de 2025, em uma festa junina] se tornou uma amiga minha, e ela está devastada com essas denúncias contra o STF. Falou que, desde o ocorrido, ela nunca se sentiu tão mal, quanto agora.

    Agência Brasil: Como a família lida com o luto? 

    Jacklline: Muitas vezes, as pessoas falam: ‘sua filha foi descansar’. Descansar do quê? Minha filha não estava cansada, minha filha estava cheia de sede, de vida. Minha filha estava com o ventre preenchido de vida, cheio de amor. Sabe, a gente estava no melhor momento das nossas vidas, e eu fui do céu ao inferno com 40 anos.

    Eu me sinto engatinhando, tentando entender ainda aquele 8 de junho, eu não saí de lá. Não tem um dia que eu não volte lá. Então, o Estado mata a gente diariamente há cinco anos e três meses e alguns dias. Não tem um dia que eu não me sinta ganhando um tiro de fuzil.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email WhatsApp
    Tv Criar
    • Website

    Related Posts

    Distrito Federal terá mutirão para mudança de nome de pessoas trans

    outubro 8, 2026

    Brasil: 30 milhões de crianças estão expostas aos riscos climáticos

    outubro 8, 2026

    PCCE indicia namorado de Isabelle Caracristi por violência psicológica

    outubro 7, 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Últimas Publicações

    Distrito Federal terá mutirão para mudança de nome de pessoas trans

    outubro 8, 2026

    Brasil: 30 milhões de crianças estão expostas aos riscos climáticos

    outubro 8, 2026

    PCCE indicia namorado de Isabelle Caracristi por violência psicológica

    outubro 7, 2026

    Defensoria e Univaja assinam acordo para apoiar indígenas do Javari

    outubro 7, 2026
    Manter contato
    • Facebook
    • Instagram
    • WhatsApp
    Não perca

    Distrito Federal terá mutirão para mudança de nome de pessoas trans

    Direitos Humanos outubro 8, 2026

    Pessoas trans e não binárias que desejem alterar o nome e o gênero em seus…

    Brasil: 30 milhões de crianças estão expostas aos riscos climáticos

    outubro 8, 2026

    PCCE indicia namorado de Isabelle Caracristi por violência psicológica

    outubro 7, 2026

    Defensoria e Univaja assinam acordo para apoiar indígenas do Javari

    outubro 7, 2026

    Assine atualizações

    Receba as últimas notícias criativas da SmartMag sobre arte e design.

    Quem é a TV Criar
    Quem é a TV Criar

    A TV Criar é uma plataforma brasileira de entretenimento digital que oferece programação independente e variada, com foco em conteúdos acessíveis para diferentes públicos e classes sociais. Com mais de 16 anos de experiência em transmissão de alta qualidade no Brasil, a TV Criar se destaca por promover o cinema nacional e outras produções culturais.
    Android Apps on Google Play

    A emissora está presente em diversas plataformas digitais, incluindo o aplicativo "TV Criar Entretenimento" disponível na Google Play Store, e mantém uma forte presença nas redes sociais, como no Instagram (@tvcriar) e Facebook, onde compartilha notícias, dicas de entretenimento e informações sobre sua programação.

    Para mais informações sobre a programação e conteúdos oferecidos, você pode visitar o site oficial da TV Criar em www.tvcriar.com.br.
    Estamos aceitando novas parcerias neste momento.

    Conta Email: contato@tvcriar.com.br
    Contato Telefone (61) 9 0000-0000

    Facebook YouTube

    Nossas escolhas

    Distrito Federal terá mutirão para mudança de nome de pessoas trans

    outubro 8, 2026

    Brasil: 30 milhões de crianças estão expostas aos riscos climáticos

    outubro 8, 2026

    PCCE indicia namorado de Isabelle Caracristi por violência psicológica

    outubro 7, 2026

    Defensoria e Univaja assinam acordo para apoiar indígenas do Javari

    outubro 7, 2026

    Governo inclui 82 empregadores na lista suja do trabalho escravo

    outubro 6, 2026

    Polícia Federal faz ação contra garimpo ilegal no Pará

    outubro 6, 2026
    PUBLICIDADE
    Facebook Instagram WhatsApp X (Twitter) YouTube TikTok Telegram
    • Home
    • World
    • Politics
    • Media & Culture
    • COMPRAR 2
    Copyright © 2026 Todos os Direitos Reservados a TV Criar

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.